terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A roupa que ganhou vida


Hoje de manhã as minhas, calças fugiram de mim. Toda a minha roupa ganhou vida. Foi só abrir o armário para ver tudo a mover-se e a falar.

-Blá,blá,blá-diziam as roupas para os acessórios, mas os acessórios pouco lhes ligavam.

Pensei como vou vestir estas roupas com vida, olhei para umas calças que pareciam não ter vida. Assim que lhes peguei fugiram a sete pés. Eu logo corri atrás delas.

-Anda cá – dizia eu com toda a raiva.

Depois de correr a casa toda encontrei-as num cantinho ao lado do sofá.

-Ah! O que estás aqui a fazer? Porque fugiste de mim?-disse eu com um ar calmo.

De repente acordei e era um sonho. Bem foi tudo muito estranho.

Corri para o armário para ver se era verdade e era mesmo um sonho.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Excerto do livro" A Revolta dos Gnomos" de R.L stine


“-É melhor tirarem esse cão daí depressa-avisou. São quase seis horas. O meu pai vem regar o jardim às seis em ponto.
Fiquei aterrorizado só de pensar no senhor Mendonça. Admito que é verdade. Ele é enorme faz com que o Morsa pareça uma formiga! É enorme e mau.
-Bóris, vem cá!-chamei. Renata e eu gritava-mos com o cão. Mas Bóris ignorou os nossos gritos.
- Não fiquei ai especados. Porque é que não arrastam esse estúpido mostro daqui?-perguntou morsa.
Abanei a cabeça.
-Não conseguimos. Ele é grande demais e teimoso. Não arreda pé
meti a mão por dentro da minha t-shirt e procurei o apito para cães, metálico e brilhante, que uso pendurado num cordão em volta do pescoço. Ando com ele dia e noite. Mesmo por baixo do pijama. É a única coisa a que o Bóris obedece.
-faltam dois minutos para as seis-avisou Morsa, consultando o relógio- O meu pai estará aqui a qualquer minuto.
-Apita, Joel-implorou Renata.
Levei o apito aos lábios. E soprei longa e fortemente.
Morsa deu uma gargalhada.
-Esse apito esta partido-disse ele. Não sai nenhum som.
-É um apito para cães-replicou Renata num tom superior.- Emite um som de alta frequência. Os cães podem ouvi-lo, mas as pessoas não. Percebes?
Ela apontou para o Bóris. O cão erguera o focinho da terra e empinara as orelhas.”

Sonho. Não Sei Quem Sou



Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
             Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
             Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
             Coração de ninguém.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Resumo do livro"A revolta dos Gnomos" de R.L.STINE


Nesta história escrita por R.L.STINE o Joel Brito é filho de um agricultor/jardineiro que adorava por ornamentos no jardim e vivia em competição com o seu vizinho o Sr.Morsa.
 Um dia, Joel foi com ele e com a sua irmã Renata à loja “Lindo Jardim” e o seu pai comprou dois gnomos horripilantes, para pôr no jardim. Coisas estranhas começaram a acontecer no quintal de Joel e no do seu melhor amigo e vizinho,Sr. Morsa. Joel dizia que a culpa era dos gnomos por causa de várias pistas que encontrou, mas ninguém acreditava. No entanto, Joel e o  Sr.Morsa resolveram espiar os gnomos e repararam que estes se moviam e faziam diabruras.

"Pedra Filosofal" alterada

Eles não imaginam que o pensamento
é uma constante da vida

 Tão concreta e definida
 como outra coisa qualquer,
 com esta pedra ignorante em que me perco e corro
 como este ribeiro brilhante em terras secas,
 como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam em bebedeira de azul.

Eles não imaginam que o amor vinho, é espuma é fermento,
 bichinho do álacre e vida de cabo pontiagudo

Que fossa a través de tudo num perpétuo movimento

Eles não imaginam que o artista
é tela, é cor, é inspiração,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, vazio,
 mascara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
 rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da boa esperança,
ouro canela marfim,
florete de espadachim,
bastidor, camarim de artista,
colombina e arlequim,
vassoura voadora,
para-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto forno, geradora,
foguetão do átomo, radar,
rádio, televisão
desembarque em foguetão,
na viagem lunar.
Eles não imaginam nem acreditam
que o Pensamento comanda a vida.
que nunca que um homem faria
o mundo pula e corre como uma bola colorida
entre as mãos de uma men
ina